Eu não gosto de esconder as marcas no
meu rosto
Não vejo inocência alguma em passar base,
Se ultimamente até o silêncio tem me
dito muito
Quem dirá os produtos, os atos e as obrigações.
Deve estar sempre linda e falsa
Limpa e bela
Negando o animal e o passional que há em
mim.
Eu tenho pelos e cravos
Eu tenho soluço e calos
Tenho estrias e acredite,
Eu tenho vontade.
Instintos meus que vão além dos seus
Da tua vontade de me fazer sua e me
reduzir ao seu.
Eu sou toda humana por dentro e por fora,
Eu sou a bagunça mais organizada que
conheço
E abrigo o caos e a calma em mim.
Eu não me escondo mais para te alegrar,
Eu não me limito mais para te elevar,
Eu não me sujo mais para te satisfazer.
Eu quero trabalhar com você
E se tiver vontade, beijar você.
Eu quero me fazer e me achar nesse mundo
tão grande
Nesse mundo tão grande que fizeram se
tornar volátil e superficial
Esse mundo tão grande que me pertence
Como eu pertenço a Ele.
(Luana Pena).

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