Diário da Quarentena #4 - Enfim, o silêncio

Paris, vazia.
As maiores metrópoles do mundo, isoladas.
Nas ruas, poucos carros.
No comércio, apenas os serviços essenciais.
Quantas lojas não essenciais existem!
No fim, o essencial vai se reduzindo, aos poucos.
Do que realmente precisamos para viver?
Enquanto olhamos do alto do conforto da nossa vida
Até me arrisco a fazer poesia, quem sabe, filosofia.
Belo!
A outros faltam de tudo
Inclusive o essencial.
Pois o essencial para a subsistência de muitos é o trabalho.
E não se engane, assim é para todos nós.
Em um mundo que o dinheiro governa,
Valemos mais do que aquilo que produzimos?
Se os bens de uma nação é contabilizada em cifrões,
Quem se importa com o cálculo da dor que cada um carrega?
Pois digo: mesmo nas dispensas mais cheias,
Nos faltam o essencial.
Que não é material
Que não é comprável.
Falta a direção.
Falta saber o que esse mundo significa.
E o que você significa para esse mundo.
Pois ouça,
Enfim, o silêncio.
Ele pode nos contar muito.

(Poema autoral, Luana Pena do Blog Entre Linhas. Conteúdo protegido por Lei.)

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